quinta-feira, 14 de julho de 2011

Instituto de Chicago apresenta dicionário

O Instituto Oriental da Universidade de Chicago anunciou, ontem, no seu site, que terminou o dicionário da língua antiga da Mesopotâmia, uma obra, de 21 volumes, iniciada em 1921.




“O dicionário de Assírio de Chicago”, publicado, ao longo de mais de cinco décadas, em vários livros, tem o significado de 28 mil palavras em acádio, língua semita falada e escrita nas cidades do Médio Oriente da civilização da Mesopotâmia, onde hoje ficam a Síria e o Iraque. 

Antigamente chamava-se a esta língua o sírio e o dicionário optou por este nome.
Apesar da língua ser mais antiga, os significados das palavras referem-se a um período entre 2500 a.C. até 100 d.C.. A obra ultrapassa a função de explicar o significado de uma palavra e coloca cada termo dentro de um contexto, fazendo várias associações históricas ligadas à literatura, leis, religião, comércio e quotidiano.
“Cada termo, cada palavra, torna-se uma janela para a cultura”, disse, no site, a reitora da disciplina de humanidades da Universidade, que trabalha no projecto desde 1979 e é, desde 1996, a principal a editora.
A explicação da palavra “umu”, que significa “dia”, estende-se por 17 páginas. Uma das referências é a sua utilização no Épico de Gilgamesh, escrito em acádio, uma das primeiras epopeias poéticas da humanidade.
“Muito do que se vê é absolutamente reconhecível”, disse Matthew Stolper, professor da Universidade de Chicago, que trabalhou na obra, intermitentemente, durante 30 anos. “Há inscrições de reis a dizerem quão fantásticos eram”.



O acádio é escrito em símbolos cuneiformes e representa um dos sistemas de escrita mais antigos da humanidade. Os especialistas analisaram tábuas de pedra inscritas. “Retirava-se o pó e podia emergir uma carta de alguém sobre uma nova criança na família ou outra tábua que podia ser sobre um empréstimo até à época da colheita”, disse Robert Biggs, professor emérito do instituto, que trabalhou durante 50 anos neste projecto e que, como arqueólogo, desenterrou tábuas que foram utilizadas para a obra.
Gil Stein, director do Instituto Oriental, afirmou que a obra é “uma ferramenta de investigação indispensável para qualquer estudioso que quer explorar o registo escrito da civilização da Mesopotâmia”.
“Se alguma vez quisermos compreender as nossas raízes, temos de compreender esta grande primeira civilização”, frisou, anunciando que toda a colecção está disponível, gratuitamente, na Internet.



Skinhead tenta esfaquear negro e vai a nocaute com um só soco nos EUA

Vítima tentou evitar briga e agiu em legítima defesa, disse polícia de Idaho. Aparentemente, 'careca' não notou que desafeto usava camiseta de boxe.




Um homem que se denominava skinhead apanhou até ficar inconsciente de um homem negro a quem ele teria ameaçado esfaquear na cidade americana de Bayview, no estado do Idaho, segundo a polícia.

Daren Christopher Abbey, de 28 anos, foi preso e processado depois de ter sido tratado com fraturas no rosto, segundo o Departamento de Polícia do condado de Kootenai, citado pela imprensa local.
Ele é acusado de ter tentado esfaquear Marlon L. Baker, de 46 anos, em um bar, em 3 de julho. Ele teria dito a Baker que ele "não pertencia ao local" porque era negro, segundo o policial Stu Miller.
Baker teria deixado o local para evitar confusão, mas Abbey o seguiu até uma marina a cerca de 300 metros dali. Depois de o ofender com xingamentos racistas, ele ameaçou esfaqueá-lo.
"Ele disse que os negros não pertencem a Bayview", disse o policial.
Baker deu um soco no rosto de Abbey, que caiu no chão inconsciente.
Policiais que faziam a patrulha na região logo atenderam a ocorrencia.
Segundo policiais, Abbey não percebeu que Baker estava vestindo uma camiseta com a inscrição: "Campeão do Clube de Boxe de Spokane". Mas um porta-voz negou que Baker seja filiado ao clube.
A polícia afirmou que Baker agiu em própria defesa. Ele afirmou que agiu instintivamente.
Abbey tinha várias tatuagens de teor neonazista e já havia declarado à polícia, em 2004, que era um "skinhead independente" e que não gostava das minorias;
Morador de Sacramento, na Califórnia, ele está preso sob fiança de US$ 75 mil.

11/07/2011 

Manifestantes do movimento negro cobraram, nesta quarta-feira, durante audiência pública da Comissão Especial da Reforma Política, a inclusão de mecanismos que fortaleçam a participação dessa população no sistema político-eleitoral brasileiro.


O representante da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Gilson Nunes Vitório, reivindicou a adoção do financiamento público exclusivo de campanha como o principal instrumento para permitir a democratização do Congresso Nacional e demais casas legislativas, aumentando a quantidade de cadeiras ocupadas pelas populações negra, feminina e indígena.
“A cada momento, os gastos das eleições aumentam e, sem condições financeiras, fica difícil a participação de candidatos negros, seja qual for o partido”, declarou. O ativista listou ainda a adoção das listas fechadas preordenadas e a fidelidade partidária como outros instrumentos que favoreceriam a participação dos negros na política.
Ao contrário da bancada feminina da Câmara, que cobra a lista fechada com alternância de gênero na sua composição, os manifestantes do movimento negro não querem a inclusão de um dispositivo semelhante relacionado à cor da pele. “Nós entendemos que o importante é fortalecer os partidos com as listas fechadas e com a fidelidade partidária. Naturalmente, vão incluir negros na lista para ganhar o nosso voto”, declarou Vitório.

Participação no Legislativo
A sub-representação negra no Legislativo brasileiro foi explicitada por um levantamento apresentado pela União de Negros pela Igualdade (Unegro). De acordo com o estudo, há apenas 43 deputados federais que se autodeclaram negros (8,4% do total de 513), enquanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE) registra 50,3% da população autodeclarada negra ou parda.

Segundo a Unegro, há ainda sete estados sem negros em suas Assembleias Legislativas (Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas e Mato Grosso do Sul). “Nenhuma nação completa sua democracia excluindo das esferas de decisão uma parcela tão grande de sua população”, declarou o coordenador-geral da organização, Edson Luís de França.
O relator da Comissão Especial, deputado Henrique Fontana (PT-RS), reiterou que o financiamento público exclusivo de campanha deve ser o “pilar fundamental” das mudanças no sistema político-eleitoral brasileiro. Ele declarou que o financiamento público será uma “arma muito poderosa para lutar contra todos os tipos de desigualdades que se expressam no Parlamento”.
Alcance limitado
Fontana alertou, no entanto, que a reforma política tem alcance limitado no combate a essas desigualdades: “A reforma política não pode ser entendida como uma tábua de salvação para resolver todas as desigualdades que este País gerou ao longo de séculos, mas é uma ferramenta importante e não pode se furtar a enfrentar aquilo que for possível ser enfrentado”.

Um dos autores do requerimento para a realização da audiência foi o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), que também classificou o financiamento público como instrumento determinante para a democratização da política brasileira. Ele informou que seu partido apoia a paridade de gênero na lista preordenada e a adoção de cotas para fortalecer a participação de outros segmentos “minorizados”, como os negros.

Parceiro do RJ visita museu de cultura afrobrasileira em Nova Iguaçu


Poucos moradores conhecem, mas no bairro Valverde, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, um espaço cultural afrobrasileiro guarda uma grande coleção de peças africanas.

A dupla do Parceiro do RJ Petter MC e Mariane Del Rei visitou o museu, que já tem o reconhecimento do Instituto Brasileiro de Museus.
O Instituto de Pesquisas Afro Cultural Odé Gbomi existe há três anos. "O motivo de criar o museu é mais para divulgar as verdadeiras histórias que não ficam só na questão da escravatura e da sua libertação, mas da contribuição que o africano deixou em nosso país e que não há registro", conta Antônio Montenegro, curador do museu.
O escultor Cláudio Caffé explica o significado das esculturas. “A escultura para a comunidade negra é escrita. Você conta passagens, histórias, lendas da nossa cultura", disse Cláudio.
Estímulo para estudantes
O professor universitário Renato Nogueira conta que o museu tem sido um estímulo a mais para que as pessoas conheçam o tipo de pesquisa que é feito. "Nós temos estudantes que têm começado a fazer trabalhos sobre a história da África, filosofia africana, que redobram seus esforços depois de conhecer o museu, porque o museu acaba sendo também um estímulo extra para esse tipo de pesquisa", explicou.

Para a estudante de história Olívia Carcado, o museu abriga peças difíceis de encontrar em outro lugar. “São peças que são difíceis de encontrar em outros museus, eu acho importante resgatar essa cultura africana, que é tão presente no nosso dia a dia e que às vezes a gente não percebe", disse.
Na opinião do professor universitário Otair Oliveira, o museu se torna um centro de irradiação da cultura afrobrasileira. “A legislação brasileira que regula a educação no país, a atual LDB, foi alterada no seu artigo 26A, com a obrigatoriedade do ensino da cultura afrobrasileira e indígena", explicou o professor.
Para o índio Iapory, toda a população brasileira tem um pouco da cultura africana dentro de si. "Cada brasileiro se for olhar sua verdadeira origem no passado vai ver que lá dentro tem um pouco de índio e um pouco de negro", disse.
Onde fica o museu
O Instituto de Pesquisas Afro Cultural Odé Gbomi fica na Rua Carlos Acioli 288, no bairro Valverde. A entrada é gratuita e, além das peças em exposição, o museu também tem livros para consulta sobre a história e a cultura afrobrasileira.

O museu fica aberto de segunda a sábado, das 9h às 18h. As segundas, tem exibição de DVD para crianças com lanche grátis, às 19h.
Projeto Parceiro do RJ
Dezesseis jovens foram selecionados para formar o Projeto Parceiro do RJ. O grupo foi dividido em oito duplas, que vão representar e mostrar o cotidiano de oito regiões do Rio e Grande Rio. Em comum, seus integrantes querem mostrar não só as mazelas, mas as coisas boas dos bairros onde moram.

Mais de 2.200 pessoas se inscreveram no projeto. Destes, os escolhidos vão mostrar o cotidiano de Copacabana, Tijuca, Campo Grande, Complexo do Alemão, Cidade de Deus, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São Gonçalo.